Mineirinha n'Alemanha
Brasil - Deutschland


:: Outros sabores ::
O seguinte texto faz parte de uma coletanea que recebo com frequencia, que também funciona como um Newsletter e é grátis: http://mensagens.grupos.com.br/indice/odirdeoliveira/

INGREDIENTES DA FELICIDADE

Há 54 anos atrás, William D. Ogden escreveu uma coluna para o New York Tirnes a respeito da arte da felicidade. O texto foi publicado na edição de 30 de dezembro de 1945. Aqui estão algumas passagens que, pela sabedoria, mostram como isso poderia ter sido escrito na semana passada:

"Hoje existe uma condição curiosa no mundo. Jamais houve uma época em que tanto esforço oficial fosse feito para produzir felicidade, e também uma época em que o indivíduo prestasse tão pouca atenção para criar as qualidades pessoais que contribuem com ela...

O que está sendo mais desprezado nos dias atuais é a determinação pessoal de desenvolver um caráter que, por si mesmo, dadas as condições razoáveis, contribua para a felicidade. Toda nossa ênfase recai sobre a reforma das condições de vida, de melhores salários, ou controles sobre a estrutura econômica, casa própria para mais gente ? sempre com o enfoque no governo ? e muito pouco para que as próprias pessoas possam se aperfeiçoar como seres humanos.

Os ingredientes da felicidade são tão simples que podem ser contados nos dedos da mão. Antes de mais nada, a felicidade deve ser compartilhada. O egoísmo é seu inimigo; fazer feliz a outra pessoa é fazer feliz a si mesmo. A felicidade é silenciosa. Raras vezes nos encontramos com ela em grandes aglomerações. Pode-se obtê-la com mais facilidade em momentos de solidão e reflexão. Ela vem de dentro, e descansa com mais segurança na bondade simples e uma clara consciência. A religião pode não ser essencial para consegui-la, mas não se sabe de ninguém que a tenha alcançado sem uma filosofia baseada em princípios éticos.

Não pode ser comprada. Na verdade, o dinheiro, por estranho que pareça, pouco tem a ver com ela. Foi Thomas Kempis quem disse, sabiamente, que 'uma competência modesta é o suficiente'.

As pessoas não são felizes a menos que estejam razoavelmente satisfeitas consigo próprias, de modo que a busca da tranqüilidade deve começar necessariamente por um exame de consciência. Muitas vezes não ficaremos felizes com o que encontrarmos nessa busca. Temos tanto para fazer, e tão pouco feito! Mesmo assim, desta severa auto-análise depende a descoberta das qualidades que tornam únicas todas as pessoas, e cujo desenvolvimento é a única forma de ser feliz.

De todos aqueles que tentaram nestes anos criar um sistema para se obter a felicidade, poucos tiveram tanto êxito quanto William Henry Channing, um padre que era o capelão do Senado americano na metade do século passado. Ele explicava sua filosofia desta maneira:

'Viver contente com poucos meios. Buscar a elegância mais do que o luxo, e o refinamento mais do que a moda. Ser merecedor de respeito em vez de respeitável, e ter dinheiro em vez de ser rico. Estudar com força, pensar em silêncio, falar com suavidade, atuar com franqueza, escutar as estrelas e os pássaros, criaturas e sábios. Suportar com alegria, fazer tudo com valentia, esperar a ocasião, nunca apressar-se. Em uma palavra, deixar que o espiritual, o instinto e o espontâneo se desenvolvam de forma normal. Esta é minha sinfonia.'

"Devemos advertir", conclui Ogden, "que nenhum governo pode fazer isso por você. Você mesmo tem de fazê-lo".

Quer ser feliz? Então faça a sua parte e toque sua própria sinfonia!

Raúl Candeloro






 Escrito por Sandra às 22h47

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:: Que saudades do norte da Alemanha! ::

Só de ler os nomes das cidades já me dá saudades ! Paderborn, Bielefeld, Gütersloh¿ Quantas lembranças ! O apartamento mais bonito que já tive foi em Schloss Neuhaus, bairro de Paderborn, bem pertinho de um antigo castelo e jardins muito bonitos. Trabalhava em Gütersloh e tinha amigos em Bielefeld. Morei lá bons quatro anos da minha vida, mas com certeza julgo esses anos com mais benevolência do que na época.

Este final de semana será então uma viagem para o passado. Verei amigos que conheço há muitos anos, em situações presentes, com filhos, talvez outros parceiros (como no meu caso). Estou curiosa sobre o que esta viagem irá me trazer de surpresas e momentos agradáveis.

A aniversariante é uma italiana que nasceu em Como, cidade italiana que tem um lago muito bonito, e mora em Gütersloh, pois seu namorado mora lá. No meio tempo ela já morou um ano nos Estados Unidos, quando o relacionamento não estava lá essas coisas, mas voltou pro seu namorado e continua feliz com ele.

Em agosto tem mais: uma amiga francesa se casará aqui na Floresta Negra e me convidou para sua festa. Eu trabalhei com ela em Gütersloh, de lá ela foi para a Argentina, voltou para Gütersloh, mudou-se para a Floresta Negra, conheceu seu namorado e futuro marido, mudou-se para os Estados Unidos¿

Estas duas amigas já me visitaram no Brasil, assim como eu conheço a cidade natal das duas, Como na Itália e Metz na França.

Minha outra amiga, que também vou visitar, é um caso bem sui-generis: ela era minha vizinha de bairro no Brasil. Daí veio para a Alemanha como au-pair, depois estudou e se casou. Eu vim pra Alemanha, ela foi pro Brasil e morou lá quatro anos (Incrível: o marido dela, na época ¿ 1996 ¿ recém formado, nao arrumava trabalho aqui e arrumou um emprego na Bosch do Brasil). Ano passado a família voltou pra cá, e neste meio tempo ela já tem duas filhinhas fofas.

Sou super orgulhosa destas amizades de tantos anos! Elas são a maior prova de que o tempo passa, mas estas pessoas, que são tão importantes pra mim, continuam fazendo parte da minha vida, ainda que distantes.


 Escrito por Sandra às 22h24

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www.warriorofthelight.com - este é o site do Paulo Coelho de que trata o post abaixo. :-)

 Escrito por Sandra às 22h23

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Esta semana é bem curtinha novamente. Trabalho até quarta e tenho um final de semana prolongado de quatro dias, que aproveitarei para visitar boas amizades no norte da Alemanha.

Já morei 23 anos da minha vida no Brasil, um ano em Siegen, perto de Colônia, depois quatro anos em Paderborn e desde 1998 moro às margens do Lago de Constança, perto da fronteira com a Suíça.

Acho que pessoas assim como eu, que já mudaram de domicílio várias vezes, se sentem bem em todo lugar, mas em todo lugar que vão ¿fica faltando algo¿. A minha pátria amada continua sendo o Brasil, com todas as suas virtudes e seus defeitos, mas gosto também de viver daqui. Por isso, quando estou no Brasil, sinto falta de determinadas coisas daqui. E quando estou aqui, sinto uma falta danada de lá¿

Brasileiro tem mania de achar que tudo que vem de fora é melhor, mais chique, mais moderno. Eu achava que o « jeitinho brasileiro » só existia no Brasil e corrupção era um mal de países em desenvolvimento. Logo no princípio descobri que o jeitinho também existe na Alemanha, assim como a corrupção, só que eles sabem fazer mais escondidinho, mais por debaixo ico de sorte. A arte do guerreiro consiste em ser permanentemente fluido, para consegui-lo utilizar.


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Todo mundo dispões de suficiente poder para conseguir alguma coisa. O segredo do guerreiro consiste em desviar a energia que antes dedicava a suas fraquezas, e utliza-la em seu propósito nesta vida.



 Escrito por Sandra às 22h20

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Como Comecei a Escrever

Carlos Drummond de Andrade

Aí por volta de 1910 não havia rádio nem televisão, e o cinema chegava ao interior do Brasil uma vez por semana, aos domingos. As notícias do mundo vinham pelo jornal, três dias depois de publicadas no Rio de Janeiro. Se chovia a potes, a mala do correio aparecia ensopada, uns sete dias mais tarde. Não dava para ler o papel transformado em mingau.

Papai era assinante da "Gazeta de Notícias", e antes de aprender a ler eu me sentia fascinado pelas gravuras coloridas do suplemento de domingo. Tentava decifrar o mistério das letras em redor das figuras, e mamãe me ajudava nisso. Quando fui para a escola pública, já tinha a noção vaga de um universo de palavras que era preciso conquistar.

Durante o curso, minhas professoras costumavam passar exercícios de redação. Cada um de nós tinha de escrever uma carta, narrar um passeio, coisas assim. Criei gosto por esse dever, que me permitia aplicar para determinado fim o conhecimento que ia adquirindo do poder de expressão contido nos sinais reunidos em palavras.

Daí por diante as experiências foram-se acumulando, sem que eu percebesse que estava descobrindo a literatura. Alguns elogios da professora me animavam a continuar. Ninguém falava em conto ou poesia, mas a semente dessas coisas estava germinando. Meu irmão, estudante na Capital, mandava-me revistas e livros, e me habituei a viver entre eles. Depois, já rapaz, tive a sorte de conhecer outros rapazes que também gostavam de ler e escrever.

Então, começou uma fase muito boa de troca de experiências e impressões. Na mesa do café-sentado (pois tomava-se café sentado nos bares, e podia-se conversar horas e horas sem incomodar nem ser incomodado) eu tirava do bolso o que escrevera durante o dia, e meus colegas criticavam. Eles também sacavam seus escritos, e eu tomava parte nos comentários. Tudo com naturalidade e franqueza. Aprendi muito com os amigos, e tenho pena dos jovens de hoje que não desfrutam desse tipo de amizade crítica.


Texto extraído do livro "Para Gostar de Ler - Volume 4 - Crônicas", Editora Ática - São Paulo, 1980, pág. 6.


 Escrito por Sandra às 00h26

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Como Comecei a Escrever

Carlos Drummond de Andrade

Aí por volta de 1910 não havia rádio nem televisão, e o cinema chegava ao interior do Brasil uma vez por semana, aos domingos. As notícias do mundo vinham pelo jornal, três dias depois de publicadas no Rio de Janeiro. Se chovia a potes, a mala do correio aparecia ensopada, uns sete dias mais tarde. Não dava para ler o papel transformado em mingau.

Papai era assinante da "Gazeta de Notícias", e antes de aprender a ler eu me sentia fascinado pelas gravuras coloridas do suplemento de domingo. Tentava decifrar o mistério das letras em redor das figuras, e mamãe me ajudava nisso. Quando fui para a escola pública, já tinha a noção vaga de um universo de palavras que era preciso conquistar.

Durante o curso, minhas professoras costumavam passar exercícios de redação. Cada um de nós tinha de escrever uma carta, narrar um passeio, coisas assim. Criei gosto por esse dever, que me permitia aplicar para determinado fim o conhecimento que ia adquirindo do poder de expressão contido nos sinais reunidos em palavras.

Daí por diante as experiências foram-se acumulando, sem que eu percebesse que estava descobrindo a literatura. Alguns elogios da professora me animavam a continuar. Ninguém falava em conto ou poesia, mas a semente dessas coisas estava germinando. Meu irmão, estudante na Capital, mandava-me revistas e livros, e me habituei a viver entre eles. Depois, já rados panos, e só por isso é que os escandâlos não são tão frequentes.

Depois de muito analisar cheguei à conclusão de que não somos melhores nem piores, só diferentes. O ideal seria uma mistura da organização alemã com a alegria de viver do brasileiro. O equilíbrio está no meio do caminho. Nem tanto ao mar, nem tanto à terra. Como canta Milton Nascimento na música JANELA PARA O MUNDO:

Da janela, o mundo até parece o meu quintal
Viajar, no fundo, é ver que é igual
O drama que mora em cada um de nós
Descobrir no longe o que já estava em nossas mãos
Minha vida brasileira é vida universal
É o mesmo sonho, é o mesmo amor
Traduzido para tudo o que de humano for
Olhar no mundo é conhecer
Tudo o que eu já teria de saber

Estrangeiro eu não vou ser
Cidadão do mundo eu sou


 Escrito por Sandra às 23h47

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Emprestado da Inês Cristina de Tübingen:

Quase... (Luiz F. Veríssimo)

"Ainda pior que a convicção do não é a incerteza do talvez, é a desilusão de um quase.É o quase que me incomoda, que me entristece, que me mata trazendo tudo que poderia ter sido e não foi.

Quem quase ganhou ainda joga, quem quase passou ainda estuda, quem quase morreu está vivo, quem quase amou não amou.

Basta pensar nas oportunidades que escaparam pelos dedos, nas chances que se perdem por medo, nas idéias que nunca sairão do papel por essa maldita mania de viver no outono.

Pergunto-me, às vezes, o que nos leva a escolher uma vida morna; ou melhor não me pergunto, contesto. A resposta eu sei de cor, está estampada na distância e frieza dos sorrisos, na frouxidão dos abraços, na indiferença dos "Bom dia", quase que sussurrados.

Sobra covardia e falta coragem até pra ser feliz!

A paixão queima, o amor enlouquece, o desejo trai. Talvez esses fossem bons motivos para decidir entre a alegria e a dor, sentir o nada, mas não são. Se a virtude estivesse mesmo no meio termo, o mar não teria ondas, os dias seriam nublados e o arco-íris em tons de cinza.

O nada não ilumina, não inspira, não aflige nem acalma, apenas amplia o vazio que cada um traz dentro de si. Não é que fé mova montanhas, nem que todas as estrelas estejam ao alcance, para as coisas que não podem ser mudadas resta-nos somente paciência porém, preferir a derrota prévia à dúvida da vitória é desperdiçar a oportunidade de merecer.

Pros erros há perdão; pros fracassos, chance; pros amores impossíveis, tempo. De nada adianta cercar um coração vazio ou economizar alma.

Um romance cujo fim é instantâneo ou indolor não é romance. Não deixe que a saudade sufoque, que a rotina acomode, que o medo impeça de tentar.

Desconfie do destino e acredite em você. Gaste mais horas realizando que sonhando, fazendo que planejando, vivendo que esperando porque, embora quem quase morre esteja vivo, quem quase vive já morreu."

 Escrito por Sandra às 01h31

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A seguir um texto meu que não quer julgar, mas sim colocar algumas idéias no ar como base de discussão e crescimento pessoal... :-)

:: O que é que a baiana tem? ::

Por que será que tantas brasileiras, filipinas, tailandesas, tanta mulher por este mundão aí afora deixa seu país de origem com muito mais facilidade que um homem para acompanhar uma paixão ? E por que será que com grande frequência muitos homens vão ao exterior, ou à Internet, e « por acaso » ficam conhecendo uma mulher de uma outra cultura, de um outro país ?

Eu mesma já trabalhei numa seção internacional do programa de milhagens da Lufthansa que dá uma idéia das proporções: éramos 50, dos quais 45 eram mulheres estrangeiras aqui na Alemanha, de todos os continentes, o restante eram homens estrangeiros.

Começando pela aparência, logicamente o que foge ao padrão é mais bonito, atrai mais. Tem um sabor de aventura, faz com que a pessoa use mais sua imaginação, sonhe mais. É mais difícil de interpretar, de decifrar, de entender : é misterioso, e por isso acaba prendendo mais.

Por outro lado, acho que o homem tem tido cada vez mais dificuldade de lidar com o sexo oposto. Conheço homens alemães que já afirmaram não querer ter relacionamento com mulheres alemãs, só com estrangeiras. Talvez eles achem as alemãs independentes demais (sobre este ponto escreverei um capítulo à parte¿) e acham que a estrangeira vai ser mais fácil de « domar ». Muitas delas, principalmente as que não aprendem a língua do país, ficam literalmente dependentes do parceiro para tudo e acabam virando um misto de donas-de-casa e amantes do « marido », verdadeiros artigos de cama e mesa.

A formação pessoal e intelectual de uma pessoa leva décadas. Uma pessoa que se dispõe a vir morar no exterior tem que ter claro em mente que presenciará diariamente choques culturais, mais fortes ou mais brandos, que não acabarão em alguns dias ou meses, mas continuarão a existir mesmo depois de décadas no novo país.

O mesmo ocorrerá com o parceiro, tendencialmente falando. No princípio, a pessoa, a química é o que interessa. Mas com o tempo, será fácil constatar que em muitos pontos as duas pessoas são essencialmente diferentes, ao mesmo tempo em que se constata que a cultura, o meio em que se está é essencialmente diferente do país original. Quanto mais se aprende do país e do parceiro, maior pode ficar a barreira entre os dois. Em geral pode-se afirmar que isto ocorre com todo e qualquer relacionamento, mas no caso de um relacionamento internacional, as barreiras são mais diversas, devido à diversidade cultural das pessoas envolvidas.

Base importantíssima de um relacionamento internacional de sucesso é que tanto o homem quanto a mulher sejam independentes um do outro, tanto financeira quanto psicologicamente; afinal, em todos os sentidos. A mulher deve buscar saber se movimentar o máximo possível, independentemente, dentro do meio aonde se encontra, assim como o homem deve procurar não depender da esposa pra comer, se vestir, sair, se divertir... É lógico que um relacionamento é feito de ajuda mútua e cooperação, mas quanto mais o indivíduo for independente, menor a possibilidade dele se apoiar no outro e de perder sua capacidade de se movimentar com suas próprias pernas e decidir com seus próprios meios (erro que pode ser fatal, caso o relacionamento se desmorone mais tarde).

Mas afinal, por que existem muito mais estrangeiras do que estrangeiros aqui, junto do parceiro alemão? Pode ser porque a mulher é mais aventureira, ela aceita com maior facilidade deixar tudo pra trás para seguir um grande amor. Por outro lado, não se pode esquecer que o homem tem, na maioria das vezes, um ganha-pão em seu país, que quase sempre é melhor, monetariamente falando, do que o da mulher. Outro fator importante é que a qualidade de vida (a base para a educação de possíveis filhos, o sistema social, etc.) é maior.

Lógico que existem relacionamentos entre pessoas de origens diferentes, em um mesmo país ou em países diferentes, que dão certo. Um grande pressuposto é que os dois lados se interessem e tentem entender a outra cultura, base da maneira de agir e de pensar do seu parceiro. Outro pressuposto é que, como em todo relacionamento, estas duas pessoas se disponham a aceitar compromissos que façam com que a convivência diária seja algo agradável. Relacionamentos sem estabelecimento de compromissos, em qualquer lugar do mundo, estão fadados ao insucesso.


 Escrito por Sandra às 01h00

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:: Outro texto - Sobre Felicidade ::

A vida não pode ser um eterno bem-estar, um permanente "não-fazer", senão morreríamos. Viver é dar e receber, viver é trocar. Isso nem sempre é tranquilo, satisfatório. Conflitos ocorrem nesse processo.

Felicidade é um "stop" no tempo que guardamos na memória. E é essa memória que nos guia para reconhecer quando ela aparece de novo. São momentos fugazes que vivem os torcedores diante do gol da vitória, os atletas quando rompem a fita de chegada. Tornamo-nos um todo orgânico e existencial. É como dar à luz, é como o orgasmo, como certos momentos da amamentação e como certas trocas de olhar. Evocamos esses momentos pelo resto de nossas vidas. É a sensação de que os limites se diluem. A felicidade é sempre fugaz no real e permanente na memória. É o jogo do negativo e da foto. O negativo pode ser revelado mil vezes, mas nem por isso ele se perde. É uma dinâmica sutil e veloz de reorganizar memórias, significados, fazendo a sensação de totalidade se repetir.

É preciso suspender a curiosidade, porque a estrutura do momento feliz é frágil demais para suportar inquietação.

Será possível viver sempre feliz? Eis um paradoxo. Gostaríamos de reter a imobilidade anestesiada do gozo de sentir-se um todo enquanto sabemos ser isso incompatível com a vida que desejamos preservar. Felicidade é, pois, apenas um ingrediente da vida. O mais esperado.



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ANNA VERONICA MAUTNER, psicanalista da Sociedade Brasileira de Psicanálise de São Paulo e autora de "Cotidiano nas Entrelinhas" (ed. Ágora), escreve na Folha todo mês; e-mail: amautner@uol.com.br


 Escrito por Sandra às 01h36

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Outro texto da Folha, jornal-querido amado-jornal:

Pais assumem tudo, e filhos se acomodam

Um garoto de 17 anos pediu à mãe que vendesse a casa simples -conseguida com bastante sacrifício e luta- em que a família mora para, com o dinheiro obtido, comprar a moto que ele tanto quer, e ela está na dúvida se deve ou não atender ao pedido do filho. Um rapaz de 24 anos decidiu casar-se. Sem independência financeira, pediu aos pais para administrar o negócio da família -sem ter experiência- para ter como arcar com o custo de uma vida familiar. Os pais não sabem se cedem essa oportunidade ao filho ou se o encorajam a arrumar um emprego e a se virar como puder.
Os professores de crianças e de adolescentes conhecem bem o começo dessa história: as escolas vivem cheias de pais interessados em dialogar com os mestres na tentativa de resolver problemas escolares ou de convivência no espaço escolar, principalmente quando não concordam com a posição adotada pela escola ou quando não acreditam que o filho consiga resolver sozinho a situação problemática.
Pois é: o que, à primeira vista, parece ser dedicação, preocupação, presença firme e amorosa dos pais na vida do filho acaba se transformando em algo bem diferente. Em quê? Os primeiros exemplos que citei dão uma pista preciosa: os pais se sentem responsáveis pela vida do filho, mesmo quando ele já tem -ou deveria ter- condições de arcar sozinho com ela. E os filhos se acomodam perfeitamente a essa situação.
Uma jovem de 25 anos, formada e com profissão definida, escreveu dizendo que não consegue construir sua vida de mulher adulta porque, às vezes, gostaria de agir de um modo que sabe que os pais não aprovariam e não consegue. E isso acontece mesmo com ela morando em local bem distante deles. O motivo? Ela conta que, para fazer uma especialização, pediu ajuda financeira aos pais e, agora, acredita que precisa ser como eles querem que seja. A situação dela não começou bem parecida com a do adolescente que quer ganhar a moto dos pais -a qualquer custo- e a do jovem que quer que o emprego que dê sustento à família que quer formar venha dos pais?
Como diz uma educadora que conheço, os alunos precisam aprender a lutar suas próprias lutas, mas os pais, desde muito cedo, colocam-se no meio do caminho. Querem amparar, querem proteger, querem poupar, querem justiça, querem que o filho seja compreendido, querem encontrar caminhos; querem e buscam, enfim, o que julgam ser o melhor para os filhos, sem medir esforços. Mas acabam por lutar as lutas que são deles. E isso não prepara os filhos para enfrentar esse mundo. Não prepara e, além disso, atrapalha.
Educar é uma tarefa árdua, mas conquistar a vida também é. Esta última é a tarefa dos filhos que se preparam principalmente pela educação -com família e escola- para viver a vida por conta própria. Por conta própria!
Não dá para saber o que é mais difícil: educar ou aprender a viver. O fato é que ambos provocam sofrimento. Quem tem filhos na puberdade sabe: chega uma hora em que muitos reclamam de dor nas pernas, dor nos joelhos. Quando levados ao médico, a explicação em geral é simples: é a dor do crescimento.
Crescer dói. Querer algo e perceber que é preciso batalhar para consegui-lo e conquistá-lo é difícil: exige esforço, dedicação, empenho, tenacidade. E nem sempre o resultado é positivo. Muitas vezes, o esforço não é recompensado ou não vale a pena. Assim é a vida e, se os pais querem deixar os filhos mais preparados -mesmo sem garantia alguma de que vá dar certo-, é preciso que aprendam a suportar a dor que eles sentem. Educar não é viver por eles, fazer por eles, conquistar para eles.
Claro que os pais podem ser generosos -compartilhar com os filhos o que têm e o que conquistaram- sem que isso signifique assumir o lugar deles no jogo da vida. Mas nem sempre isso é fácil. Parece que, em educação, atingir o equilíbrio é sempre difícil. Mas vale a pena -no sentido exato da expressão- tentar.



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ROSELY SAYÃO é psicóloga, consultora em educação e autora de "Sexo é Sexo" (ed. Companhia das Letras); e-mail: roselys@uol.com.br.


 Escrito por Sandra às 01h26

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:: Salva-vidas ::

=D Hiiiiiiiiiiiiii, parece que a Luciana está me ajudando a arrumar o meu blog, salvamento à vista! :-)

Aliás hoje meu super gato Matthias também já me salvou, explico: eu e minha amiga Alessandra, recém chegada de Montpellier, fomos passear aqui bem pertinho de casa, junto da Tatá, na direcao de um parque-zoológico. Aí vimos uma flor aqui, o lago ali, a estrada acolá, o campo estava tao lindo, a floresta encantadora... Resultado: ficamos tres horas rodando por aí e no final tivemos que perguntar pra chegar ao nosso destino planejado. Aí vimos bichinhos, passeamos, descemos de toboga com tapete, andamos de bicicleta torta, de trenzinho, a Taísa brincou adoidado, ai... ficou frioé bom ter liberdade, isto é! :-)



 Escrito por Sandra às 01h10

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Sobre paternidade

Sempre quis insistir com minha filha de que o pai dela é quem a colocou no mundo, mas como, de costume, a sabedoria popular está escondida atrás dos provérbios, eis aqui um daqui da Alemanha, que traduzido, seria mais ou menos o seguinte:

Se tornar pai é fácil
SER pai é que, do contrário, é difícil

Entao deixei a discussao do pai ausente de lado. Acho que nao sou a pessoa indicada para qualificar ou desqualificar meu ex-marido como pai. O papel é dele, a filha também é dele. Se ele nao quer assumir a responsabilidade, será quem terá que dar explicacoes mais tarde - ou talvez nao. Pai é um negócio bem vangloriado, uer custo- e a do jovem que quer que o emprego que dê sustento à família que quer formar venha dos pais?
Como diz uma educadora que conheço, os alunos precisam aprender a lutar suas próprias lutas, mas os pais, desde muito cedo, colocam-se no meio do caminho. Querem amparar, querem proteger, querem poupar, querem justem papel sui generis e atemporal, tipo Papai Noel, Coelho da Páscoa... Deixando a brincadeira de lado, a figura paterna tem um lugar todo especial na mente e no coracao de uma crianca, e como respeito minha filha, deixarei para que ela descubra quem é esta pessoa escondida atrás do papel de pai. Questao de respeito.

 Escrito por Sandra às 01h01

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:: Paternidade ::

Tirei a frase abaixo hoje da Folha de Sao Paulo, que tem um grande fundo de verdade:

"A paternidade é uma "função exercida", termo emprestado da psicanálise. Se você não exerce, não é o pai." A frase é do advogado Rodrigo da Cunha Pereira, presidente do IBDFAM, Instituto Brasileiro de Direito de Família.


 Escrito por Sandra às 00h56

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::Salva-vidas - Parte II ::

Na sexta fizemos um jantar para comemorar a estadia de minha querida amiga Ale. Convidamos cinco pessoas, amigos de dentro e fora do trabalho. O cardápio constava de crepes franceses, strogonoff brasileiro, batata palha fingida, muito vinho, alguns drinques e diversas opcoes de recheio para a sobremesa. Só um probleminha: o crepe nao queria virar crepe, todos os convidados já tinham chegado, esperando, com fome, e nada de crepe! Aí fomos salvas pela frigideira de outra brasileira, a Maria, que na última hora salvou a massa...

O jantar foi super legal... Valeu a pena demais! Mas a bagunca foi tanta, principalmente na cozinha, que só acabei de arrumá-la hoje, segunda!... Mas com certeza vou repetir a dose. :-)

 Escrito por Sandra às 02h12

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Acabo de descobrir que quem está me ajudando no momento, é a Patricia Vahakangas da Zero Grau! O meu blog está ficando muito simpático e até de bandeirinha brasileira. Que chique! Muito obrigada, Patty! Fiquei emocionada... =D=D=D=D

 Escrito por Sandra às 04h43

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Sobre paternidade

Sempre quis insistir com minha filha de que o pai dela é quem a colocou no mundo, mas como, de costume, a sabedoria popular está escondida atrás dos provérbios, eis aqui um daqui da Alemanha, que traduzido, seria mais ou menos o seguinte:

Se tornar pai é fácil
SER pai é que, do contrário, é difícil

Entao deixei a discussao do pai ausente de lado. Acho que nao sou a pessoa indicada para qualificar ou desqualificar meu ex-marido como pai. O papel é dele, a filha também é dele. Se ele nao quer assumir a responsabilidade, será quem terá que dar explicacoes mais tarde - ou talvez nao. Pai é um negócio bem vangloriado, uer custo- e a do jovem que quer que o emprego que dê sustento à família que quer formar venha dos pais?
Como diz uma educadora que conheço, os alunos precisam aprender a lutar suas próprias lutas, mas os pais, desde muito cedo, colocam-se no meio do caminho. Querem amparar, querem proteger, querem poupar, querem jus! (Esse sol alemao realmente nao é confiável!). Entao ligamos para o meu salvador residente, por acaso, na mesma casa que eu moro, e ele ligeiramente veio nos buscar. Aí a Alessandra ficou sabendo que a nossa rota de tres horas se transformou em um caminho de carro de CINCO minutos. Mas valeu! Amanha tem mais! :-)

 Escrito por Sandra às 04h33

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::Valeu a dica::

Primeira lição de informática:

software é aquilo
que você xinga,

hardware é aquilo
que você chuta.

Catarro Verde


 Escrito por Sandra às 20h57

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Voltando à normalidade

Vamos deixar este negócio tecnológico pra lá e passar pro dia atual... Ontem fiquei até no meio da noite acompanhando o fechamento das vendas virtuais no Ebay. Como me mudei há pouco tempo pra um apartamento novo, tenho mil e uma coisinhas pra vender... Consegui vender tudo o que ofereci e os precos variam de ¿ 1,00 a ¿ 211,00. Este mercado das pulgas foi um sucesso!

Ainda falando sobre mercado das pulgas, aqui na Alemanha desenvolveram um método muito social de compra e venda de roupas e brinquedos usados para criancas que é o máximo. Funciona assim: cada pessoa recebe um número, e pode entregar um número determinado de pecas para vender. Estas pecas sao entao numeradas, vc pode escolher quanto elas vao custar e tem que indicar o tamanho de cada uma. Estas quatro informacoes estarao contidas em cada peca: número do vendedor, número da peca, preco e tamanho da peca a ser vendida. Os organizadores marcam um dia e 2-3 horas para as entregas de tudo o que será vendido. Vc leva uma cópia da sua lista pra casa e os organizadores dividem tudo o que recebem em categorias, geralmente dentro de uma quadra de esportes: roupas divididas por tamanho, sapatos, brinquedos, carrinhos de neném, etc. No outro dia acontecem as vendas. No último mercado em que participei, foi tudo super organizado, as vendas estavam sendo registradas num computador e foi até bom porque no meu caso, por exemplo, anotaram um preco errado e eu tive como provar, tendo recebido o dinheiro de volta. No final do dia, é só ir lá e buscar o que nao foi vendido, além da grana. Alemao adora pechinchar - quem nao gosta? - e este sistema é super legal, pois a venda é anonima, economiza tempo e dinheiro e ainda tem um fundo social. Nao só para os participantes: no último mercado todo mundo pagava 10% a mais do valor da compra e todo mundo que vendeu aceitou deixar que abatessem 10% do valor da compra. Esta diferenca foi passada para uma comunidade pobre no Peru. Que negócio mais inteligente e sinérgico, né? Todo mundo sai ganhando!

Da última vez que participei de um mercado das pulgas junto da minha filha percebi que as pessoas que compram e vendem sao especiais, abertas, diferentes. Todo mundo conversa com todo mundo, é mais ou menos o efeito de vc se identificar com a pessoa do lado, que está lá pra fazer o mesmo que vc, e os compradores estao lá pra fucar, pechinchar, achar novas coisas pra casa ou mesmo presentes pra si próprios. Imperdível. O chato, pra uma dorminhoca feito eu, é acordar no meio da madrugada. Aqui, quem quiser participar de um mercado das pulgas tem que dormir no local pra marcar o ponto ou chegar lá no meio da noite... Assim nao dá, entao prefiro os mercados menores e menos concorridos.

A filosofia do negócio é, no final das contas, a troca: eu levo pra casa coisas que preciso e dou pra outras pessoas coisas que nao preciso. Escrevi "dou" pois o preco de todos os produtos é muito simbólico, mesmo porque coisa usada aqui na Alemanha perde seu valor muito depressa. Entao eu vejo tudo isso mais como um processo de troca do que de compra e venda propriamente dito.

 Escrito por Sandra às 20h56

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Até agora consegui misturar o design de dois templates prontos... Parece que vou ter mesmo, contra a minha vontade, que aprender um pouco de HTML. Tá dando pra ver uma diferenca enorme entre meus conhecimentos tecnológicos e os de outras pessoas que tem, em média, 5-10 anos a menos do que eu. Tudo bem, cada um na sua época e no seu jeito de captar o mundo, mas agora estou com vontade de saber mais da coisa. Dominar seria demais, minha curiosidade nao chega a tanto!

 Escrito por Sandra às 20h55

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Há dois dias escrevi um texto com links que nao quer ser publicado na minha página, estou ficando com "uma pulga atrás da orelha". Vou tentar com este texto agora, quem sabe se o anterior resolve ser publicado?


Inacreditavelmente a temperatura subiu tanto pro lado de cá que estamos tendo que nos acostumar rapidamente às facilidades de ter que usar pouca roupa, nao ter mais que tirar o gelo no vidro do carro pela manha... Por outro lado, as flores dominam todos os jardins e a natureza agradece por tanto sol... meu corpo também! Tenho feito verdadeiras sessoes de energizacao sob o sol, acho que preciso ainda de umas 50 horas!!!


Ontem achei outra página interessante na Internet para brasileiros na Alemanha: www.viver-na-alemanha.de.vu/ Excelente conteúdo, as meninas sao simpáticas e estao prestando um grande servico à comunidade brasileira por essas bandas de cá. Vale a pena visitar!


Deu meia-noite e a Cinderela tem que ir dormir na sua grande e confortável abóbora chamada Scarlet.



 Escrito por Sandra às 20h54

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Nao, nao quero ir embora ainda nao. Resolvi colocar no ar um super texto que achei há algumas semanas na Internet. Ele é longo, mas vale a pena! Beijos, Sandra



- Pistas Existenciais para o Desenvolvimento do Sucesso -
Psicólogo Marco Antonio do Sales



A conceituação de sucesso, os métodos para alcançá-lo e todos os aparatos contruídos para a sua evidência, tendo sido hoje em dia, tema muito comum de várias palestras.


Vivemos numa sociedade obcecada por essa palavra: sucesso. Geralmente, por uma interpretação fixa da mesma, ou seja, sucesso é ter: muito dinheiro, um carrão do ano, uma casa de praia num balneário famoso, ter o reconhecimento dos outros pelas tarefas ou trabalhos que desenvolvemos, estar casado com a mulher ou o homem mais bonito da região, ter filhos que só tiram nota dez na escola, etc..


Todavia, surge a pergunta: Podemos chamar isso de sucesso? Posso afirmar, peremptoriamente, que não! Muita gente tem perseguido todas estas coisas como sinônimo de sucesso e, com elas, alcançam hipertensão, infarto agudo do miocárdio, enxaquecas terríveis, úlceras profundas e uma desarmonia total interna e exteriormente.


Que tal aquela história do executivo que perseguia o sucesso a qualquer preço, não tinha tempo para descansar, não tinha tempo para se alimentar de forma saudável (café da manhã, almoço e jantar tinha como objetivo principal "tratar de negócios"), não tinha tempo para fazer coisas prazerosas, não tinha tempo para desfrutar da presença da família, não tinha tempo para construir amizades profundas, não tinha tempo para dedicar-se a si mesmo. Repentinamente, em uma de suas viagens "de negócio", começa a sentir uma dor profunda, como se fosse uma espada cortante, que começava na altura do seu tórax e espalhava-se em direção ao braço esquerdo. Sente vertigem, o mundo roda à sua volta, começa a transpirar de forma intensa, o ar parece pesado, não consegue mais respirar normalmente. Estava tendo um ataque cardíaco. Pensa rápido, começa a ver a sua vida como num filme. Cada instante da sua "existência" vai passando na sua frente e, ele percebe, que todas as coisas que ele conquistou até então, encaradas como sucesso não fazia muito sentido. Sozinho, vestindo um terno de US$ 500,00, tendo um Rolex no pulso, um computador portátil ao seu lado e dirigindo uma Ferrari, aos poucos, o carro vai parando naquela estrada deserta, longe de tudo e de todos, seguindo o acostamento, a dor está muito mais forte, o carro pára, não tem forças para usar o seu telefone celular, pois mesmo sem precisar discar, já não consegue articular uma palavra, só pensa. E a conclusão que chega é: "SÓ, AQUI COMIGO NESTE DESERTO, TENHO EM BENS, CERCA DE US$ 85.000,00, MAS O SUCESSO QUE TANTO EU BUSQUEI, AGORA VEJO, QUE FOI UM GRANDE EQUÍVOCO!!!" Dando um último suspiro, despede-se e morre.


Será que isso é sucesso? Será que você entende sucesso também assim? Afinal como podemos conceituar esta palavra tão enigmática?


No Aurélio a palavra sucesso é definida da seguinte forma: "Sucesso do latim SUCCESU, substantivo masculino, que significa: 1. Aquilo que Sucede; 2. Acontecimento, Sucedimento; 3. Resultado, Conclusão; 4. Bom Êxito, Resultado Feliz". No francês a palavra é SUCCÈS, que significa vitória; no italiano é SUCESO , que significa fato, evento, episódio; no inglês SUCCESS, que significa fortuna, prosperidade; no alemão é a palavra ERFOLG, que é a junção do pronome pessoal "ER" que significa "ele" , com o substantivo "FOLGE", que significa sucessão, seqüência, série, continuação, que nos mostra o sucesso como sendo ele uma sucessão, uma consequência, uma série, uma continuação.


Diferentemente, da concepção francesa e inglesa, que em si mesmas valorizam mais o "FIM" (vitória, fortuna e prosperidade) do que o "PROCESSO" (sucessão, continuação, etc.), parece que a definição alemã declara como sendo mais importante o desenrolar das coisas do que as suas metas. Ou seja, o sucesso é o meio, o como, e não o objetivo!


Deste modo, já que o sucesso, nessa interpretação é um meio, um processo, qual seria o objetivo ou a meta a ser atingida? Aqui está o ponto chave da questão. O objetivo é viver de uma forma mais prazerosa, afastando o máximo possível a dor.


O ser humano integralmente saudável sempre buscará o prazer e desprezará a dor. Ninguém, que desfrute de sã consciência procurará o sofrimento, a tristeza ou a dor, antes sempre irá trabalhar no sentido de viver alegre e defrutando de felicidade. Esta é a meta do sucesso ser feliz!!!


Sendo assim, usarei como definição de sucesso a usada pelo Dr. DEEPAK CHOPRA, Médico Indiano, que diz: "Sucesso na vida poderia ser definido como a expansão contínua da felicidade e a realização progressiva de objetivos compensadores".


Após está breve introdução, prosseguiremos a nossa reflexão no sentido de perceber algumas pistas existenciais, que poderão nos oferecer uma direção para o desenvolvimento do sucesso na nossa vida. Só que essa direção é relativa, depende de cada um, não é uma direção universalista, mas personalizada, na medida em que você e eu, damos a "nossa cara para o conjunto" das mesmas.


Seria um contra-senso dizer que tais pistas serviriam para todas as pessoas do mesmo modo, porque, cada um de nós, somos pessoas diferentes, que percebem as coisas de maneira diferente.


Por isso, esses referenciais são apenas orientações, não são regras, ou mesmo normas. São sugestões que poderão otimizar a caminhada de sucesso na vida individual.


Deste modo, permita-me dissertar um pouco sobre as pistas existenciais para o desenvolvimento do sucesso, são elas:


I - A PISTA DO AUTO- CONHECIMENTO - Um dos grandes obstáculos para o desenvolvimento harmônico e integral do sucesso na existência, é justamente a falta de conhecimento e de contato com a nossa própria vida.


A grande maioria das pessoas não sabem quem são elas mesmas. Algumas tem uma ligeira idéia de si através dos que os outros dizem. Outros formulam o intento de serem iguais a um determinado personagem do seu convívio pessoal e/ou cultural estabelecem assim um grau de identificação exagerada , seguindo piamente isso.


No entanto não conseguem responder a pergunta: Quem sou eu? São indivíduos determinados pelo meio, são apenas o produto das vivências sociais, são iguais a todos e, consequentemente não são ninguém. Descartam a sua originalidade, jogam fora a si próprios. Estão afastados de si. Querem sair de dentro de si como na melodia de Márcio Greic: "Não eu não consigo mais viver dentro de mim, quero até morrer do que viver assim..." Ou seja, se há uma pessoa da qual eles se distanciam mais, essa pessoa são eles mesmos.


Como desenvolver o sucesso, ou a caminhada do sucesso, se o indivíduo, você e eu, não sabemos quem somos? É, por essa razão que alguns fazem tudo e transformam o sucesso num fim em si mesmo, porque assimilam um padrão de sucesso externo, tomando-o como se fosse seu. Igual na história que contamos acima. SE A PESSOA NÃO SABE QUEM É, PODERÁ FAZER AS MAIORES VIOLÊNCIAS CONTRA SI PRÓPRIO! Para ser feliz, para se atingir este objetivo do sucesso, faz-se mister ter a consciência de que o indivíduo não precisa abrir mão de tudo, quanto menos da sua própria existência.


Para lidar com isso, os orientais

 Escrito por Sandra às 20h53

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Meu nome: Sandra
Aniversário: Dia de sorte
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Laranja
Sol
Viajar
Bater papo
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Monotonia
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Eu nao sou de ver TV, sou mais de ler e escrever... mas adoro cinema!

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